domingo, 6 de março de 2011

LINK PARA BAIXAR - BESOURO

Baixar Filme - BESOURO
Ano de Lançamento: 2009


Sinopse: Bahia, década de 20. No interior os negros continuavam sendo tratados como escravos, apesar da abolição da escravatura ter ocorrido décadas antes. Entre eles está Manoel (Aílton Carmo), que quando criança foi apresentado à capoeira pelo Mestre Alípio (Macalé). O tutor tentou ensiná-lo não apenas os golpes da capoeira, mas também as virtudes da concentração e da justiça. A escolha pelo nome Besouro foi devido à identificação que Manuel teve com o inseto, que segundo suas características não deveria voar. Ao crescer Besouro recebe a função de defender seu povo, combatendo a opressão e o preconceito existentes.

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by. SONECA

quinta-feira, 3 de março de 2011

AULAS

Devido ao Feriado de Carnaval, os treinos serão suspensos
e só voltarão a partir do dia 12 de Março !
Qualquer dúvida :

engenhonovocapoeira@yahoo.com.br

AXÉ

MUNDO ENGANADOR

Oi vivemos aqui nessa terra
Lutando pra sobreviver
O Lugar onde poucos têm muito
E muito sem ter o que comer
Olhando isso eu fico triste
Me pergunto qual é a solução?
Estou feliz por ter a capoeira
Como forma de expressão
Capoeira é uma arte
E arte é obra de Deus

Nesta terra eu não tenho muito
Mas tudo que eu tenho foi Deus que me deu (CORO)

Eu tenho um canarinho cantador
Berimbau afinado e um cavalo chotão
E um carinho da morena faceira que me deu
Seu amor e o menino chorão
Ah! Meu Deus quando eu partir
Desse mundo enganador
Pra meu filho eu deixarei
Uma coisa de valor, é é é .

Não é dinheiro, não é ouro, não é prata.
É um berimbau maneiro que eu ganhei do meu avô. (CORO)


Ô, ô, ô, Meu berimbau que toca Iúna e benguela
Toca paz, e toca guerra e toca até chula de amor.

Não é dinheiro, não é ouro, não é prata.
É um berimbau maneiro que eu ganhei do meu avô. (CORO)


Ah! Meu Deus quando eu partir
Desse mundo enganador
Pra meu filho eu deixarei
Uma coisa de valor, é é é .

Não é dinheiro, não é ouro, não é prata.
É um berimbau maneiro que eu ganhei do meu avô. (CORO)



By. SONECA

MACULELÊ

Mestre Popó

 
Texto escrito a partir de entrevista cedida em 16/12/1968 à Maria Mutti por Mestre Popó em Santo Amaro da Purificação - BAHIA.
Segundo Mestre Popó, maculêle é luta e dança ao mesmo tempo, se um feitor aparecia na senzala anoite, pensava que era a maneira de adoração aos deuses das terras deles (dos negros escravos), as músicas não davam ao feitor entender o que eles cantavam.
A festa era realizada de 8 de dezembro (consagração de Nossa Senhora da Conceição) e 2 de fevereiro (dia de Yemanjá) em Santo Amaro da Purificação. Acontecia nas praças e nas ruas da cidade e era considerada uma festa ``profana'' realizada pelos negros escravos.


/Plaé, plaé /plaé, plaé, plaé / plaé, plaé/
em marcha guizada, a ``Marcha de Angola'', que tem algo de Capoeira e de Samba, tudo isso em Movimentos sempre ao compasso das batidas das grimas (bastões).

 
 
Quais os instrumentos apropriados?
Segundo Mestre Popó são 3 os atabaques usados no Maculêle, com as seguintes denominações e funções:
- o Rum: é o atabaque maior com som grave;
- o Rumpi: é o atabaque de tamanho médio com som "médio";
- o Lê: é o atabaque pequeno com sm mais agudo.
 
Os dois primeiros atabaques, o Rum e oRumpi, fazem a base do toque com pouco improviso, enquanto o atabaque Lê, sendo mais agudo,sua função é praticamente repiques de improviso. 
Segundo Mestre Popó os tocadores devem ser muito bons.
Essa organização dos atabaques do Maculêleé semelhante a organização dos berimbaus na capoeira Angola, onde temos:
-o Gunga ou Berra-Boi: é o berimbau mais grave;
-o Médio: é o berimbau de afinação;
-o Viola: é o berimbau mais agudo.
Os dois primeiros fazem a base do toque, mas agora o Médio também pode seguir um pouco no improviso, "desafiando" o Viola, que fica somente na improvisação.

 Na época de Mestre Popó eram usados outros instrumentos, que não são mais usados. São estes: o Agogô e o Caxixi ou Ganzá.

Na época de Mestre Popó eram usados outros instrumentos, que não são mais usados. São estes: o Agogô e o Caxixi ou Ganzá.
Para o Mestre, o Agogô não podia faltar pois este dá início a marcação para a entrada dos atabaques ao som, e por último entra (começa) o Ganzá.

 
 
E as músicas?

 
Segundo o Mestre Popó, o Maculelê tem poucos cânticos sendo alguns inclusive com origens no Candomblé de Caboclo.
Tumba é cabôco
Tumba lá e cá
Tumba é guerreiro
Tumba lá e cá
Ah! Eu sou cobra do morro
Sou cabôco Mineiro
Tumba lá e cá
As músicas tem funções especiais:
-para sair à rua;
-de chegada a uma casa: pediam permissão para entrar na casa;
-de homenagem: pessoas importantesda história;
-de agradecimento: quando saiam da casa, agradecendo a hospitalidade;
-de louvação: aos ancestrais;
-peditório: quando passavam um chapéu para arrecadar algum dinheiro;

Podemos citar algumas musicas que se enquadram neste esquema:
Musica de saudação temporal:
Ô boa noite pra quem é de boa noite
Ô bom dia pra quem é de bom dia
A benção meu papai a benção
Maculêle é o rei da valentia.

Homenagem à Princesa Isabel:
Vamos todos louva
A nossa nação brasileira
Viva a dona Isabel
Ai meu Deus
Que nos ?livrou do cativeiro?.
Peditório (ocorre nas saídas as ruas):
Deus que lhe dê, ê
Deus que lhe dá, á 
Lhe dê dinheiro
Como areia no mar.

Louvação aos pretos de Cabindas ou Louvor a Nossa senhora da Conceição:
Nos somos pretos da Cabinda de Aruanda
A Conceição viemos louvar
Aranda ê, ê, ê
Aranda ê, ê, á.
Fulô da Jurema, de influência indígena:
Você bebeu Jurema
Você se embriagou
Com a fulô do mesmo pau,
Vosmicê se levanto.
 
E a Indumentária e Pintura?
 
Na época de Popó a indumentária era simples, de acordo com as condições cotidianas dos dançarinos. Geralmente usavam camisas e calças comum aos africanos, dealgodão cru e pés descalços.
Estes pintavam os rostos e as partes desnudas com tintas feitas com restos de fuligem de carvão ou de fundo de panelas. Exageravam na tintura vermelha que usavam na boca que era feita com sementes de urucum. Algumas pessoas do grupo empoavam suas cabeleiras com farinha de trigo, usavam touca nas cabeças ou lenço no pescoço. 
Mestre Popó começou a aprender o Maculêle com um grupo de pretos velhos, ex-escravos Malês, livres. Segundo ele já não tinha mais escravidão nessa época e eles se reuniam à noite: João Oléa, Tia Jô e Zé do Brinquinho: "eles eram livres, mas quem botou o Maculêle fui eu mesmo" (Popó).
Segundo Plínio de Almeida (Pequena História do Maculêle) o Maculêle existe desde 1757 em Santo Amaro da Purificação e as cores branca e vermelha nos rostos, que assustavam as pessoas , poderia ser símbolos de algumas tribos Africanas, como por exemplo os Iorubas. Mas na verdade fica muito difícil identificar exatamente à qual grupo étnico está associado a origem do Maculêle. Podemos citar, por exemplo: os Cabindas, os Gêges, os Angolas os Moçambiques, os Congos, os Minas, os Cababas.
O objetivo deste trabalho é dar uma pequena visão do que é o Maculêle, e faz parte da linha ideológica do CEACA, a pesquisa para que possamos entender melhor os fundamentos da Capoeira sem dissociá-la da História e dos Movimentos sociais negros para sua independência
e defesa de sua cultura, criando um movimento de resistência que dura até hoje em alguns recantos do Brasil.


By. BABÃO

MADAME SATÃ


João Francisco dos Santos (Glória do Goitá, 25 de fevereiro de 1900Rio de Janeiro, 11 de abril de 1976), mais conhecido como Madame Satã, foi um transformista brasileiro, personagem emblemático da vida noturna e marginal do Rio de Janeiro na primeira metade do século XX.
Criado numa família de dezessete irmãos, João Francisco chegou a ser trocado, quando criança, por uma égua. Jovem, foi para Recife, onde viveu de bicos. Posteriormente, mudou-se para o Rio, indo morar no bairro da Lapa. Analfabeto, o melhor emprego que conseguiu foi o de carregador de marmitas. Mas há quem diga que foi cozinheiro de mão-cheia. Foram fatores de sua marginalização o fato de ser negro, pobre e homossexual.
Dotado de uma índole irônica e extrovertida, Santos logo pegou gosto pelo carnaval carioca. Foi assim que, em 1942, ao desfilar no bloco-de-rua Caçador de Veados, surgiu seu apelido. O transformista se apresentou com a fantasia Madame Satã, inspirada em filme homônimo de Cecil B. DeMille.
Era freqüentador assíduo do bairro da Lapa, (reduto carioca da malandragem e boemia na década de 1930), onde muitas vezes trabalhou como segurança de casas noturnas. Cuidava que as meretrizes não fossem vítimas de estupro ou de agressão.
Foi preso várias vezes, chegando a ficar confinado ao presídio da Ilha Grande, agora em ruínas. Freqüentemente, Madame Satã enfrentava a polícia, sendo detido por desacato à autoridade. Exímio capoeirista, lutou por diversas vezes contra mais de um policial, geralmente em resposta a insultos que tivessem como alvo mendigos, prostitutas, travestis e negros.
É considerado uma referência na cultura marginal urbana do século XX.
Faleceu logo após a sua última saída da prisão, em abr/1976, morando em sua casa que hoje em dia é um camping.
No ano de 2002, foi rodado no Brasil um filme sobre sua vida, que leva o também o nome de Madame Satã, que recebeu diversos prêmios nacionais e internacionais. Nesse filme, João Francisco dos Santos foi interpretado pelo ator Lázaro Ramos.

Rádio Madame Satã
Através de ações de abordagem e mobilização com crianças e jovens em situação de rua, surge em 2001 a rádio comunitária Madame Satã. Um grupo de educadores populares da organização carioca Excola realizava oficinas de rádio falante como metodologia pedagógica com crianças e jovens em situação de rua na Lapa. Os programas de rádio eram difundidos diretamente do espaço da rua.Posteriormente essa atividade foi incorporada pela Rádio Fundisom, que funcionava na Fundição Progresso com um programa chamado Madame Satã. Em 2001 com a positividade da iniciativa os jovens, juntamente com os educadores do Excola, resolvem fundar a rádio e difundir com seu próprio transmissor e antena. A partir daí foram 08 anos de programação ao vivo coordenada por Fábio Campos (DJ Mosca) e com a participação dos mais variados colaboradores. Tendo totalizado milhares de programas realizados, centenas de entrevistas, dezenas de participações em eventos, ações culturais nas ruas, festas...De 2008 até os dias de hoje, a Madame Satã encontra-se com suas atividades de FM suspensa, operando somente em caráter experimental. Mais informações sobre a rádio www.agenciamidialivre.org


By. BABÃO

quarta-feira, 2 de março de 2011

DOCUMENTÁRIO ( FIO DA NAVALHA) EXIBIDO PELA ESPN







Movido pela Capoeira

Eu sou movido pela Capoeira
Eu sou Movido pelo berimbau...

Na ladainha de Angola
Na quadra da Regional
No gingar do capoeira
No toque do berimbau
CORO
O mundo fica pequeno
quando a roda começa
expresso meu sentimento
deixo meu corpo falar
CORO
Ela é minha estrela guia
Oi é ela quem me leva
Peço a Deus e agradeço
por ter conhecido ela
CORO
Ela é a minha vida
Ela é quem me carrega
Ela é minha energia
Por isso eu levo ela
CORO
Comecei por brincadeira
Comecei sem emoção
Mas depois a capoeira
Conquistou meu coração
CORO
Eu escolhi a capoeira
Porque ela me escolheu
Olhei pra ela ela sorrindo
E no mesmo instante me acolheu..."
CORO

By. Soneca